25/10/2014

Tentando entender …

Tem uma coisa que vem me assombrando o sono, faz algum tempo:

propagandas de cremes para a pele.

Cremes para todos os tipos de pele, para todas as idades de pele (amo o termo “pele madura” para quem já passou dos quarenta e poucos), para pele de bebê.

Tem uma coisa, porém:

- DESDE QUANDO um creme atua “de dentro para fora”, na pele?

 

Imagem, daqui.

Observem, senhoras e senhores: aquela superfície amarelinha, de onde surgem pos pelos, é a superfície, onde os cremes são passados. A hipoderme, a parte em amarelo mais claro, é a parte que fica perto dos músculos. A única coisa que pode alcançar a hipoderme é o que você consome, quand se alimenta. Vitaminas, líquidos, essas coisas.

MAS NÃO UM CREME!

Repito: *MAS – NÃO – UM – CREME* !!!

A não ser, é claro, que você CONSUMA o creme. Entenderam, senhoras e senhores?

A não ser que vocês COMAM o creme, ele JAMAIS fará efeito “de dentro para fora”.

Tem coisas que eu não consigo entender …

18/10/2014

Politicamente correto …

“And the prize goes to …”
“pessoas em situação de …”
“heteronormatividade”
e outras tantas palavras SEM SENTIDO ALGUM que estão infestando as redações, desenvolvidas para não ofender a sensibilidade de uns e outros. E a nossa PAZ DE ESPÍRITO????
Ah, tenha a santa paciência!
Hoje, dei de cara com isso:

image















** primeira mulher afroestadunidense **

Alguém, desligue os aparelhos.
Só por desencargo de consciência – que eu não tenho – falavam dessa senhora aqui:

         
                 (Hattie McDaniel como Mammy, em “ …e o vento levou”)

17/08/2013

Descongelei, mesmo no frio …??

Pois vejam vocês, tanto tempo sem escrever e … BAM! outra viagem engatilhada. Desta vez, sem a facilidade de pagar em looooongas 18 prestações. São cinco parcelas puxadas, mas nada que me matasse, pois estou aqui, de novo, escrevendo minhas asnices.
Tem mais: por sorte, não estive presente durante as manifestações de junho, ou estaria teclando da cadeia. Não, eu não desculpei o transtorno daqueles que estavam trabalhando por um mundo melhor possível.
Ok. É duro ver que garotinhos que deviam estar na escola, estudando para o vestibular, atrapalhando a vida de quem trabalha e realmente estuda. Se levaram um spray de pimenta na cara, foi bem feito.
No entanto, está saindo um bom livro para vocês. Tudo bem que são mais de 600 páginas, mas, quando ele for lançado – está em pré-venda em qualquer boa livraria da internet (são duas), vocês poderão aprender mais sobre o que está acontecendo - e lutar contra isso!!
Nesse tempo, o que eu fiz? NADA! Quer dizer, trabalhei de montão, estudei Inglês, tirei fotos e montei essa viagem.
Ah, sim, vi um filme MUITO BOM! “The Birth of a Nation”, do D.W. Griffith, de 1916. Filme p&b, MUDO. Uma boa análise do filme está aqui, em inglês.

birth1
O filme, visto pelos olhos de hoje, é uma caricatura – aliás, qualquer coisa antiga, que não seja Beethoven (haha), é uma caricatura.
A história in a nutshell: dois amigos, um do Norte, um do sul, gostam de duas garotas, uma do Norte, outra do Sul. Não fosse aquela coisa toda de Forte Sumter, eles se casariam, normalmente, se encheriam de filhinhos e tudo mais. Só que aconteceu Forte Sumter (se tiver preguiça, é só ver “… e o vento levou!”) e os dois casais são separados. Acontece um montão de coisas durante as três horas de filme, incluindo a menininha gracinha do filme que, para escapar de uma suposta tentativa de estupro por parte de um negro – um branco com a cara pintada –, se atira de um precipício. Se você lembrou aquela cena quase final de “O Último dos Moicanos”, deve ter sido clonada.
Uma coisa interessante: os “negros” do mal são luxuriosos, traidores, tudirruim. 
Sim, a familia sulista tem umna empregada negra que parece, sim, a Mammy de GWTW.


Interessante, mesmo, é como um dos heróis da história tem a idéia de criar a Ku Klux Klan.
Não, a gente “não gostamos” da Ku Klux Klan.
Sim, o Sul dos Estados Unidos era feudo dos DEMOCRATAS (é, esses caras que vocês costumam achar que são so “good guys”. Eles não são).
Em resumo: gente muito mais gabaritada já escreveu sobre o filme, e eu não vou me meter a besta. Sei que gostei da experiência – nunca tinha visto um filme da época, antes, só trechinhos no Youtube.
Como eu sou do tipo de senhorinha que assiste “The Expendables”, já perceberam meu gabarito para analisar o que quer que seja. Sou do tipo “gostei” ou “não gostei”.
(cartaz do filme, tirado do filmsite.org)

12/02/2013

Ô abre alas …

Long time, no see, eh?

OldLady_Net

 

Pois, estive em um tempo de grande trabalho – e grande preguiça, também. Tenho escrito mais no Facebook e exercitando uma frase de Winston Churchill : das palavras, a mais simples. Das mais simples, a menor. Resultado: como não tenho muito para falar, fico sem escrever.

Porém, hoje, que é Mardi Gras, resolvi desentralhar algumas coisas e descobri isso, no Facebook (tradução minha):

Cinco verdades das quais você não pode discordar

1 - Você não pode dar a prosperidade aos pobres por decreto, tirando a prosperidade dos ricos por decreto.
2 - O que uma pessoa recebe SEM trabalhar é fruto do que outra pessoa teve de trabalhar SEM receber.
3 - O governo não pode dar a uma pessoa quaquer coisa sem tirá-la de outra pessoa primeiro.
4 - Você não pode multiplicar a riqueza dividindo-a.
5 - Quando metade das pessoas imaginam que não precisam trabalhar    porque a outra metade vai cuidar delas; e quando a outra metade imagina que não é legal trabalhar porque  outros vão ter o fruto de seu trabalho, este é o início do fim de uma nação.

(peguei no Facebook. Não sei a autoria)

01/01/2013

Anti-resoluções para MMXIII

Quase 16 horas de MMXIII e … ESTOU COM SONO!!
Isso, porque não fiquei acordada até meia noite, para ver os fogos. Aliás, nem precisava, eles me acordaram do mesmo jeito. Então, estou com sono.
[UNSET]
Mas tudo bem, vamos em frente, que atrás vem um monte de gente.
E antes que alguém me cobre, não fiz nenhuma lista de resoluções para MMXIII. Pretendo ficar viva e saudável, na medida do possivel, na minha idade. Se eu encarar, faço uma ginástica. Acho que vou fazer um curso de Inglês na empresa onde presto serviços. Pretendo fazer cartões de Dia das Mães para vender no bazar da Igreja. Sim, eu sei que deveria ter feito os de Natal, e acabei não fazendo. Mal e mal, fiz o da Paula. Pretendo mandar cartões de início de ano para meus amigos. Quero melhorar minhas fotos. Quero melhorar meu jeito de escrever, o que me leva a crer que deverei visitar mais vezes o meu velho volume do Domingos Paschoal Cegalla. Talvez eu comece a estudar Latim. E fazer bijuterias. Quero levar ao extremo essa minha mania de andar de pulseiras. Quero viajar, de novo. Para Nova Iorque e Washington D.C., de novo. Eu me apaixonei por Washington D.C.
P1030076
Quem sabe, eu resolva entrar numa escola de canto. E manter meu quarto em ordem. Talvez eu resolva não comprar livros às mancheias, só os que nos interessem, realmente. Nem ficar comprando papéis e carimbos – tenho-os às pencas.
Quero aprender a combater os esquerdiotas e atontos. (Isso é como querer emagrecer 30 quilos em dois dias). Quero ler mais sobre Ronald Reagan e Margareth Tatcher.
Reagan_Beth
Quero ser uma boa católica – o que não significa que serei uma grande tontona. Quero aprender a dizer não, quando essa for a minha vontade. Quero continuar aprendendo a ser leal com meus amigos, justa com meus inimigos. E, sim, não vou ficar triste com a notícia da morte de hugo chavez, fidelcastro e outros da laia. A morte deles não me diminui, como diria John Donne.
Levarei à sério esse negócio de não torcer pela selecinha.
E, antes que me perguntem, MMXIII é 2013 em números romanos.
(aviso que este post NÃO foi escrito sob o efeito de bebidas alcólicas ou qualquer outro tipo de amaciante cerebral.)

19/11/2012

Hoje é dia de guaraná-kaywoii!!!

Hoje, acoredi bem humorada. Para uma segunda feira após o rebaixamento do meu time – vou falar sim, e daí? – eu topo com essa belezura de texto, do Luiz Felipe Pondé, na Falha de São Paulo (não errei, não).

Os grifos, negritos e coloridinhos são meus, ok?

LUIZ FELIPE PONDÉ

Guarani Kaiowá de boutique

As redes sociais são mesmo a maior vitrine da humanidade, nelas vemos sua rara inteligência e sua quase hegemônica banalidade. A moda agora é "assinar" sobrenomes indígenas no Facebook. Qualquer defesa de um modo de vida neolítico no Face é atestado de indigência mental.

As redes sociais são um dos maiores frutos da civilização ocidental. Não se "extrai" Macintosh dos povos da floresta; ao contrário, os povos da floresta querem desconto estatal para comprar Macintosh. E quem paga esses descontos somos nós.

Pintar-se como índios e postar no Face devia ser incluído no DSM-IV, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.

Desejo tudo de bom para nossos compatriotas indígenas. Não acho que devemos nada a eles. A humanidade sempre operou por contágio, contaminação e assimilação entre as culturas. Apenas hoje em dia equivocados de todos os tipos afirmam o contrário como modo de afetação ética.

Desejo que eles arrumem trabalho, paguem impostos como nós e deixem de ser dependentes do Estado. Sou contra parques temáticos culturais (reservas) que incentivam dependência estatal e vícios típicos de quem só tem direitos e nenhum dever. Adultos condenados a infância moral seguramente viram pessoas de mau-caráter com o tempo.

Recentemente, numa conversa profissional, surgiu a questão do porquê o mundo hoje tenderia à banalidade e ao ridículo. A resposta me parece simples: porque a banalidade e o ridículo foram dados a nós seres humanos em grandes quantidades e, por isso, quando muitos de nós se juntam, a banalidade e o ridículo se impõem como paisagem da alma. O ridículo é uma das caras da democracia.

O poeta russo Joseph Brodsky no seu ensaio "Discurso Inaugural", parte da coletânea "Menos que Um" (Cia. das Letras; esgotado), diz que os maus sentimentos são os mais comuns na humanidade; por isso, quando a humanidade se reúne em bandos, a tendência é a de que os maus sentimentos nos sufoquem. Eu digo a mesma coisa da banalidade e do ridículo. A mediocridade só anda em bando.

Este fenômeno dos "índios de Perdizes" (é o nosso pedaço!!) é um atestado dessa banalidade, desse ridículo e dessa mediocridade.

Por isso, apesar de as redes sociais servirem para muita coisa, entre elas coisas boas, na maior parte do tempo elas são o espelho social do ridículo na sua forma mais obscena.

O que faz alguém colocar nomes indígenas no seu "sobrenome" no Facebook? Carência afetiva? Carência cognitiva? Ausência de qualquer senso do ridículo? Falta de sexo? Falta de dinheiro? Tédio com causas mais comuns como ursinhos pandas e baleias da África? Saiu da moda o aquecimento global, esta pseudo-óbvia ciência?

Filosoficamente, a causa é descendente dos delírios do Rousseau e seu bom selvagem. O Rousseau e o Marx atrasaram a humanidade em mil anos. Mas, a favor do filósofo da vaidade, Rousseau, o homem que amava a humanidade, mas detestava seus semelhantes (inclusive mulher e filhos que abandonou para se preocupar em salvar o mundo enquanto vivia às custas das marquesas), há o fato de que ele nunca disse que os aborígenes seriam esse bom selvagem. O bom selvagem dele era um "conceito"? Um "mito", sua releitura de Adão e Eva.

Essas pessoas que andam colocando nomes de tribos indígenas no seu "sobrenome" no Face acham que índios são lindos e vítimas sociais. Eles querem se sentir do lado do bem. Melhor se fossem a uma liquidação de algum shopping center brega qualquer comprar alguma máquina para emagrecer, e assim, ocupar o tempo livre que têm.

Elas não entendem que índios são gente como todo mundo. Na Rio+20 ficou claro que alguns continuam pobres e miseráveis enquanto outros conseguiram grandes negócios com europeus que, no fundo, querem meter a mão na Amazônia e perceberam que muitos índios aceitariam facilmente um "passaporte" da comunidade europeia em troca de grana. Quanto mais iPad e Macintosh dentro desses parques temáticos culturais melhor para falar mal da "opressão social".

Minha proposta é a de que todos que estão "assinando" nomes assim no Face doem seus iPhones para os povos da floresta.

10/11/2012

Artes, artes …

Hoje, só para fotos, fotos, fotos …

São Paulo, apesar da burrada que fez, continua sendo a minha cidade.

E como hoje é sábado, é dia de …. TIRAR FOTOS!!!!

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Descobri que temos uma Casa Rosada em São Paulo. Sem Cristina Kirchner.

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O Parque está passando por uma grande reforma.

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E o pavão estava num de seus dias “Ney Matogrosso”

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Para tirar uma foto, foi suado …

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…  tive de suportar esse descaso da ave …

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… até que ele resolveu se mostrar em todo o seu esplendor. Lembrei-me de Clovis Bornay e suas fantasias ma-ga-vi-lho-sas!!!